Desmontando a Árvore de Natal

Nov 07

Desmontando a Árvore de Natal

Hoje eu desmontei a minha árvore de natal.

Comecei pela estrela. Tirei-a do topo. Guardei-a na caixa.

Tirei as bolas vermelhas.

Tirei os sinos dourados.

Tirei as pinhas decoradas. Todas.

Perdi uma das bolas.

E um dos sinos.

Desenrolei o fio com as luzes.

Ele relutou, enganchando-se em tudo à sua volta…

O festão foi mais fácil. Ele é mais flexível, fiquei com medo de arrebentar…

Então sobraram os galhos.

Apenas os galhos.

Uma carcaça com pouco, muito pouco preenchimento…

Fiquei com dó de tirar dela o pouco que lhe sobrara…

Mas não faria sentido nenhum deixar um pinheiro nu em minha sala.

E nem de verdade a tal árvore era…!

Sem compaixão nenhuma, fui tirando cada galho!

Daí cheguei ao tronco, que se tornou dois pedaços de pau.

E a base que sustentava toda a estrutura.

Três pés.

Desencaixei-os. Deitei-os na caixa.

E sobre as partes principais ajeitei tudo o que tinha tirado desde o princípio.

Por fim, coloquei a estrela sobre todo o volume perfeitamente ordenado e desfeito da minha árvore de natal.

Coloquei-a no centro, no meio do verde…

Como uma coroa de flores que é posta sobre um morto antes de descê-lo à cova…

E fechei a caixa.

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